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O que acontece com o cérebro quando colocamos nossos pensamentos no papel?

Mulher escrevendo em um diário de madeira sobre uma mesa, refletindo sobre sentimentos em um ambiente aconchegante.
  • 23 de setembro de 2026
  • |
  • CATEGORIA: Diálogos Necessários

Você já teve vontade de escrever alguma coisa e, depois de colocar o pensamento no papel, percebeu que estava pensando melhor sobre o assunto?

Não é coincidência. Muito antes de existirem redes sociais, aplicativos de notas, mensagens instantâneas e toda essa tecnologia que hoje nos permite registrar praticamente qualquer pensamento em segundos, as pessoas já tinham um lugar para colocar aquilo que não conseguiam dizer.

O diário… Talvez você tenha tido um ou quem sabe seja de uma geração que só tenha ouvido falar. A questão é que eles eram bem úteis, porque escrevíamos… colocávamos para fora tudo que estava entalado na garganta.

O que a ciência diz sobre a escrita

A ciência diz que quando decidimos colocar o pensamento no papel, nosso cérebro precisa fazer um trabalho que parece simples, mas não é: transformar aquilo que está acontecendo internamente, ou seja, os sentimentos, em palavras.

É um processo, sabe… O cérebro precisa selecionar o que estamos pensando, organizar as ideias, encontrar palavras para aquilo que sentimos e estabelecer alguma ordem entre as coisas. Eu sinto que todas essas etapas nos dão tempo para pensar.

Quando escrevemos, parte desses sentimentos deixa de depender exclusivamente da nossa cabeça e segue para o papel. Esse processo alivia a carga cognitiva.

Não significa que escrever vai resolver todos os seus problemas, substituir conversas com amigos, uma terapia ou qualquer outro tipo de ajuda quando ela é necessária. Mas o que eu quero dizer é que escrever pode te dar uma coisa muito importante: tempo para refletir.

A diferença entre pensar e ver escrito

Porque existe uma diferença enorme entre ficar repetindo um pensamento dentro da cabeça e conseguir olhar para ele escrito diante de você, no papel. Podemos voltar, riscar, reorganizar, acrescentar, perceber contradições, encontrar palavras que antes não apareciam e etc.

E mesmo que num primeiro momento essa ideia de diário e escrita pareça tolice, apenas tente. Aqui não estou falando sobre escrever um livro imenso se não for a sua vontade. Pode ser um poema que ninguém precisa ler ou uma história absurda que só faz sentido para você… Um conto ou um causo, um personagem que reflita seus sentimentos ou até uma carta que você nunca pretende enviar. Apenas escreva.

Não precisa ser bonito ou literário. Se você quer saber, sequer precisa ter começo, meio e fim… Precisa apenas ser verdadeiro para você naquele momento.

Setembro Amarelo: colocar para fora o que carregamos por dentro

Acredito que faz sentido pensar que escrever pode ser uma maneira de extravasar, mas também pode ser uma maneira de organizar, de dar nomes a coisas ou situações que vivemos e estão difíceis de explicar.

E talvez, neste Setembro Amarelo, essa seja uma conversa que precisamos ter mais vezes. Não apenas sobre a prevenção — sobre isso não há o que contestar, temos que falar sempre —, mas também sobre como encontrar formas de colocar para fora aquilo que estamos carregando por dentro.

Pensando nisso, o que me ocorre é que às vezes, uma página em branco e uma caneta podem ser um bom lugar para começar.


Uma iniciativa para valorizar a vida

Neste Setembro Amarelo, a Editora Insight Editorial criou um movimento dedicado a valorizar a vida e a promover conversas abertas sobre saúde mental, literatura e acolhimento. Acreditamos que a escrita e a leitura são ferramentas poderosas de reflexão e cura.

Convidamos você a acompanhar esta jornada e a ler também os nossos outros artigos sobre o tema: Setembro Amarelo: falar de saúde mental é falar sobre a vida, escrito por Beatriz Ramos Araújo, e O custo emocional de empreender, escrito por Ewertton Gonzaga.

Queremos também te convidar a conhecer os livros dos autores que fazem parte deste movimento acessando a nossa categoria especial de livros no site: Setembro Amarelo. Descubra obras que acolhem, inspiram e abrem caminhos para novos olhares sobre a vida.

Mag Brusarosco
Mag Brusarosco | Coluna da editora-chefe Insight Editorial

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