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Uma pesquisa recente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) realizada pela Nielsen BookData, traz um dado que merece a nossa atenção: o número de consumidores de livros aumentou de 16% para 18%. Parece um pequeno aumento, mas não é. Esse percentual representa cerca de 3 milhões de consumidores a mais do que no ano anterior. Ou seja: tem gente nova entrando no mercado!
E tem outro detalhe ainda mais interessante para quem escreve: as redes sociais fazem parte do caminho que esses leitores percorrem até um livro. É aqui que entram BookTok e Bookstagram, e a pergunta que não quer calar é:
Se o seu leitor está nas redes, você sabe em qual delas ele está?
Segundo o estudo, 57% dos consumidores de livros afirmam acompanhar ou consumir conteúdos sobre livros e literatura nas redes sociais.
Entre essas pessoas, o Instagram aparece como rede favorita, seguida pelo TikTok (42% e 19%).
Isso não significa que você precisa correr para o TikTok hoje mesmo, criar uma conta e começar a dublar trends. Significa outra coisa: seu leitor já está procurando, descobrindo, comentando e conversando sobre livros nesses lugares. Isso muda completamente o jogo na divulgação de um livro.
Às vezes, o problema não é a falta de investimento em anúncios, mas o fato de não estar visível exatamente onde o seu leitor busca novas histórias.
Pare um segundo e pense no seu próprio livro:
Encontrar essas respostas é muito mais útil do que simplesmente sair publicando em todo lugar.
Aqui existe uma armadilha.
Quando falamos de “leitor”, é muito fácil imaginar uma pessoa genérica: alguém que gosta de ler, vê uma capa bonita e compra.
Só que ninguém compra um livro simplesmente porque ele existe.
A própria pesquisa mostra que, ao comprar livros impressos pela internet, o tema da obra pesa muito mais na decisão do leitor do que a capa ou a indicação de influenciadores (42% vs. 6,4%).
Esse dado traz uma lição valiosa: você não precisa tentar falar com “todo mundo que lê”, mas sim garantir que o seu livro seja encontrado por quem tem interesse naquilo que você escreveu.
Se você escreveu uma fantasia sombria com foco em mitologia e protagonismo feminino, por exemplo, sua comunicação deve mirar exatamente nas pessoas apaixonadas por esses elementos.
O erro oposto é tentar criar conteúdo para “qualquer leitor”. Quem fala com todo mundo acaba não conectando com ninguém. É por isso também que escolher os Booktokers e Bookstagrammers certos faz toda a diferença.
Conhecer seu leitor ajuda você a decidir o que publicar, onde publicar e até como apresentar o seu próprio livro.
Outro dado da pesquisa coloca essa discussão em perspectiva: 56% dos leitores afirmam comprar livros através das redes sociais. Além disso, 65% seguem criadores de conteúdo e 54% acompanham editoras.
Esses números mostram como as redes funcionam como a principal ponte até a decisão de compra. Afinal, é nelas que o leitor:
Percebe quantas etapas acontecem antes do clique final?
Compreender esse caminho é essencial para quem está começando. Construir uma audiência não é tentar vender uma obra a qualquer custo todos os dias, mas sim gerar familiaridade e desejo antes das vendas.
Existe ainda outro ponto que às vezes esquecemos.
Não adianta alguém descobrir seu livro no TikTok ou no Instagram se, depois, não consegue encontrá-lo para comprar.
71,6% dos compradores online de impressos fizeram a última compra em apps e sites de compras, e a Amazon aparece em 59,1% das respostas; seguida pela Shopee (15,3%) e Mercado Livre (13,2%).
Por isso, seu perfil precisa deixar claro quem você é. A apresentação do livro precisa ser compreensível; o título, forte; a capa, funcionar como vitrine; a sinopse, despertar curiosidade. E o caminho até a compra precisa ser simples. Deixe claro onde encontrar seus livros e disponibilize-os nos maiores marketplaces.
Pense no percurso completo:
Se existe um buraco em alguma dessas etapas, você pode perder o leitor mesmo tendo conseguido chamar a atenção dele através de um BookTok, por exemplo. Por isso, divulgação não é apenas fazer post. É construir uma ponte entre a história que você escreveu e a pessoa que gostaria de lê-la.
De nada adianta criar o conteúdo perfeito para encantar o leitor se, no último passo, você deixa a porta trancada. Facilite o caminho do seu leitor: torne a descoberta inevitável e a compra, sem esforço.
A resposta mais honesta é: depende do seu leitor.
O estudo mostra que o Instagram tem presença forte entre os consumidores de livros, enquanto o TikTok também ocupa um espaço relevante nesse universo.
Mas isso não significa que você precise manter uma estratégia igualmente intensa nas duas plataformas. Aliás, provavelmente não precisa.
Você não precisa estar em todos os lugares, precisa estar onde faz sentido. O erro é ignorar as redes sociais, já que elas são a principal porta de entrada para novos autores. Nesse cenário, booktokers e bookstagrammers não são concorrentes de atenção, mas seus maiores aliados.
Talvez a grande descoberta desta pesquisa não seja estar no BookTok ou no Bookstagram, mas perceber que o leitor não desapareceu. Ele está circulando por aí…
Está descobrindo histórias nas redes, acompanhando conteúdos sobre literatura, recebendo indicações, conversando sobre livros e, muitas vezes, chegando até a compra por caminhos que começam muito antes do botão “comprar”.
Por isso, antes de pensar:
“Quanto preciso gastar para divulgar meu livro?”
Faça a seguinte pergunta:
“Quem é a pessoa que eu quero alcançar e onde ela já está procurando histórias como a minha?”
Essa pergunta pode mudar completamente a maneira como você pensa sua divulgação. E, se você quer construir uma carreira como autor, esse olhar para o leitor precisa ir além do lançamento.
Na Insight Editorial, acreditamos que publicar um livro é só o primeiro passo. Construir uma trajetória sólida no mercado exige posicionamento e uma estratégia pensada para gerar essa conexão real com quem lê.
Se você busca um espaço para aprender a posicionar sua obra, crescer e transformar esses insights em prática com o suporte de quem entende o mercado, venha conhecer a Casa Insight.
Caso tenha interesse em ler a pesquisa citada neste artigo na íntegra, clique aqui.
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